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segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Carnalentejana

A Carnalentejana

Carne de grão fino e muito saborosa e suculenta.É utilizada hoje em muitos dos pratos principais da cozinha portuguesa, designadamente em assados e estufados, para além dos chamados bifes à alentejana. Sendo uma carne muito saborosa, ganha extraordinariamente em ser cozinhada com grande simplicidade, apenas acompanhada de sal, azeite e ervas aromáticas como a manjerona e a salsa, aproveitando-se o forno de lenha e as assadeiras de barro, típicas do Alentejo. Atendendo a que a venda dos vitelos e dos novilhos constituía um rendimento apreciável da exploração agrícola, as populações locais consumiam apenas a carne dos animais mais velhos, necessariamente mais dura, mas também mais saborosa. Esta carne tinha aproveitamento quer nos cozidos (cozido de grão e cozido com legumes), quer estufada ou guisada, acompanhada de legumes da época.

A Carne Marinhoa

A Carne Marinhoa

Muito tenra e suculenta, obtida a partir de bovinos da raça Marinhoa, que se caracterizam pela sua grande corpulência e focinho comprido.
Utilizada em muitos pratos tradicionais da cozinha portuguesa, sobretudo ao nível regional, sendo nomeadamente apreciada a carne assada no forno e o bife grelhado feito por especialistas que o apresentam muito tenro e suculento. As restantes peças são consumidas em diversos pratos da gastronomia portuguesa, como estufados, guisados, etc.

A Vitela Mirandesa

A Vitela Mirandesa

A Carne Mirandesa é produzida nas pastagens naturais do nordeste transmontano (Distrito Bragança), numa região que se situa acima dos 500 m de altitude. A Carne Mirandesa é produzida em pastagens naturais com uma composição florística própria.
Além da erva dos lameiros os animais consomem no seu dia-a-dia um conjunto muito diversificado de forragens que os criadores produzem para satisfazer as suas necessidades quando os lameiros não têm erva. A Raça Mirandesa possui uma excepcional tenrura e suculência aliadas a aromas e sabores que a diferenciam de qualquer outra carne de bovino. Um dos pratos mais conhecidos é a Posta de Vitela à Mirandesa

A Vitela Barrosã

A Vitela Barrosã

Oriunda da Região do Barroso, norte de Portugal na Zona do Alto Tâmega (Montalegre), é uma raça em que o peso adulto dos machos é de cerca de 800 kg e o das fêmeas é de cerca de 450 kg, sendo utilizada na produção de carne e como animal de trabalho.

A Raça Barrosã é considerada uma referência emblemática da bonivicultura portuguesa. Habitantes ancestrais das terras altas do Norte de Portugal, estes bovinos possuem um património genético único. Esta raça esteve em perigo de extinção após ter sido sujeita a cruzamentos indiscriminados nos anos sessenta e setenta. Uma das suas características fundamenta-se na natureza da alimentação dos animais: em pastoreio livre na serra durante grande parte do ano e praticamente sem inclusão de rações

Os principais pratos são a Vitela dos Lameiros do Barroso e a Vitela Barrosã Assada na Brasa.

O Porco Preto

O Porco Preto
O Porco Alentejano (Ibérico) , é a última raça suína de pastoreio da Europa. Trata-se de uma raça diferente e única que hoje só se encontra no sudoeste da Península Ibérica. Esta é sem dúvida uma raça excepcional e privilegiada pela natureza.
Percorrendo quilómetros, engolindo uns 10 quilogramas de bolotas por dia e tudo o que o montado de azinheiras e sobreiros lhe oferece - ervas, cogumelos, bichos - este omnívoro vai ganhar em dois a três meses cerca de 60 a 80 kg, que acrescentará aos 80 a 100 quilos iniciais. Alternando longos períodos de caminhada sem parar de comer e sestas digestivas quando já não pode mais, andando até de noite quando há luar, o porco de raça alentejana vai "metabolizando" os frutos do montado, que melhor do que qualquer outro transforma em carne.

Desde o famoso presunto Pata Negra aos Secretos, passando pela Pluma e sem esquecer os Lombinhos de Porco Preto, são muitas as possibilidades gastronómicas.

A Raça Arouquesa

A Raça Arouquesa
Situada a noroeste de Aveiro e a sudeste do Porto, o Concelho de Arouca é rico em história e património, desde o Convento de Arouca , às Minas de Volfrâmio e à recente Rota do Xisto.

Os animais de raça arouquesa, cuja carne tem denominação de origem protegida e encontra-se certificada desde 1998, são criados em liberdade pelas encostas serranas, alimentados à base de vegetação natural que cobre essas encostas, facto que confere à sua carne, deliciosamente tenra, um inigualável sabor.
A confecção desta carne é feita de várias formas, mas constituindo sempre pratos irresistíveis: vitela assada, posta arouquesa, costela arouquesa, bife de Alvarenga, entre outros.

O Novilho

O Novilho

A carne de novilho é proveniente de animais recriados, após o desmame, cujo abate se processa entre os 10 o 18 meses, de ambos os sexos.


A carne destes animais apresenta uma cor vermelha clara, consistência firme, ligeiramente húmida e moderada gordura intramuscular.

A Vitela

A Vitela

A Vitela é proveniente de animais, com idade compreendida entre os 6 e os 8 meses de idade, de ambos os sexos, que permanece com a mãe durante esse período.

A carne procedente destes animais apresenta uma cor rosa claro, com uma gordura de cor branca e distribuição homogénea, com grão fino, consistência firme, ligeiramente húmida.